sábado, 27 de fevereiro de 2010

O Tsunami - antevisão no Público

Depois do sismo no Chile
Havai e dezenas de regiões temem consequências de um tsunami
27.02.2010 - 13:30 Por PÚBLICO

Um tsunami poderá causar estragos ao longo das costas de todas as ilhas do Havai, avisou o Centro de Prevenção de Tsunamis do Pacífico.

"Deve-se actuar com urgência para proteger vidas e propriedades", disse aquele centro, na sequência do abalo sísmico com a magnitude de 8,8 que causou pelo menos 78 mortos no Norte e no Sul do Chile.

"Toda a gente está avisada, porque a vaga está a caminho", disse à Reuters o geofísico Victor Sardina, numa altura em que 53 países se encontram preocupados com esta possibilidade de um tsunami, susceptível de afectar zonas tão distantes umas das outras como a América do Sul e a ilha Sacalina, no Extremo Oriente russo.

A primeira série de ondas que constitui um tsunami deverá atingir o Hawai pelas 11h19 locais (21h19 em Lisboa), calculou o Centro de Prevenção, onde se admitiu que algumas vagas tenham dois metros de altura.

O pior dos cenários admitidos é Hilo Bay, na ilha do Havai, pois a forma da baía favorece aí o crescimento das ondas.

A Califórnia e o Alasca também poderão ser afectados, mas numa proporção mínima.

O sismo de hoje de madrugada derrubou casas e hospitais, nomeadamente na cidade de Conceição, e obrigou a encerrar o aeroporto de Santiago do Chile, com os voos desviados para o aeroporto argentino de Mendoza e para a capital peruana, Lima.

O epicentro foi 90 quilómetros a nordeste de Conceição (sic), a uma profundidade de 35 quilómetros. E uma grande vaga atingiu o arquipélago de Juan Fernandez, ao largo da Costa chilena.

Vinte anos de sismos no Público

Mais de 600 mil mortos
Os piores sismos nos últimos 20 anos
27.02.2010 - 10:47 Por PÚBLICO

13 Dezembro 1992
A ilha das Flores, na Indonésia, foi arrasada por um tremor de 7,5 graus, que matou 2500 pessoas.

30 Setembro 1993
Um terramoto de 6,4 graus causa 7.601 mortos e faz 15.846 feridos no Estado indiano de Maharastra.

17 Janeiro 1995
Na cidade de Kobe, no Ocidente do Japão, um tremor de terra de 7,2 deixa 6400 vítimas mortais.

30 Maio 1998
A província de Tajar, no Noroeste do Afeganistão, sofre um sismo de 7,1 graus que deixa 5000 mortos.

17 Agosto 1999
No Noroeste da Turquia, incluindo Istambul, um terramoto de 7,4 graus mata mais de 17 mil pessoas e faz uns 30 mil feridos.

26 Janeiro 2001
Pelo menos 15.500 pessoas morrem num sismo de 6,9 graus com epicentro em Bhuj, em Gurajat, na Índia.

26 Dezembro 2003
Um terramoto de 6,3 graus causa 26.271 mortos em Bam, no Irão, que fica destruída a 70 por cento. Mais de um terço dos 200 mil habitantes fica sem casa.

26 Dezembro 2004
A ilha indonésia de Sumatra é varrida por um sismo de 8,9 graus, com epicentro em Aceh, que causa mais de 280 mil mortos em doze países da Ásia e de África.

8 Outubro 2005
Caxemira, fronteiriça com o Paquistão e a Índia, diz ter sofrido 86 mil mortos e 40 mil feridos num sismo de 7,6 graus. Do lado indiano, há milhares de vítimas mortais.

27 Maio 2006
Na ilha de Java, Indonésia, um sismo de 6,2 deixa 6234 mortos, 20 mil feridos e 340 mil deslocados.

12 Maio 2008
Wenchuan, na China, é o epicentro de um sismo de 7,8 graus, que deixa 90 mil mortos.

12 Janeiro 2010
No Haiti, um sismo com a magnitude 7, fez aproximadamente 220.000 mortos.

Sismo no Chile - notícia no jornal Correio da Manhã

Atingiu 8,8 na escala de Richter
Chile: Forte sismo faz vítimas e gera tsunami (EM ACTUALIZAÇÃO)
27 Fevereiro 2010 - 10h57


Um forte tremor de terra provocou pelo menos 78 mortes no Chile e originou um alerta de tsunami no Oceano Pacífico esta madrugada. O abalo, que atingiu 8,8 na escala de Richter, foi sentido durante cerca de um minuto quando eram 03h34 no país sul-americano (06h34 em Portugal Continental).

Segundo os primeiros relatos, vários edifícios ruíram, houve cortes de energia e foram confirmadas 78 mortes, prevendo-se que o número oficial de vítimas vá disparar durante este sábado.

A presidente chilena Michelle Bachelet, que está prestes a ceder o lugar a Sebastian Piñera, dirigiu-se à população, apelando para que fiquem calmos apesar do “enorme terramoto”.

O epicentro do terramoto localizou-se no Pacífico, 325 quilómetros a sudoeste de Santiago do Chile, mas a apenas 90 quilómetros de Concepción, a segunda cidade chilena, onde vivem mais de 200 mil pessoas.

Relatos no Twitter indicam que a cidade de Chillán já foi considerada uma zona de catástrofe.

O sismo que arrasou o Haiti a 12 de Janeiro, provocando mais de 100 mil mortos, chegou a apenas 7,0 na escala de Richter.


GOVERNO DECLARA ESTADO DE CATÁSTROFE

Duas réplicas, de intensidade 6,2 e 5,6 levaram o governo do Chile a decretar já o estado de catástrofe no país.

Na sequência do abalo principal, de 8,8 na escala de Richter, o Instituto Geológico dos Estados Unidos emitiu um alerta de tsunami ao Chile e ao Peru, enquanto o Japão optou também por reactivá-lo, depois de o ter levantado na sexta-feira à noite, após o seu território ter sido abalado por um terramoto de grau 7,7.

As autoridades norte-americanas colocaram também a Colômbia, a Antárctida, toda a América Central e a Polinésia em vigilância.

De acordo com o Instituto Geológico dos EUA, o abalo teve uma dimensão para gerar um tsunami destrutivo que pode atingir a costa mais próxima do epicentro em minutos e as zonas de litoral mais afastadas em horas'.

Embora não seja ainda possível verificar a amplitude dos estragos, as agências internacionais descrevem um cenário de ampla destruição com muitos danos materiais.


'ONDA DE 40 METROS' NA ILHA DE JUAN FERNÁNDEZ

Ainda que a Presidente do país, Michelle Bachelet, tenha descartado a hipótese de tsunami, na ilha de Juan Fernández foi registada uma onda de grandes proporções que avançou até metade do seu território, tendo os habitantes sido obrigados a refugiarem-se em zonas mais elevadas.

A cadeia de televisão norte-americana CNN avança que a onde pode ter atingido uma altura de “40 metros”, embora não exista, para já, registo de vítimas.

Por seu turno, as zonas costeiras da Ilha de Páscoa foram evacuadas perante a possibilidade de ser atingida por ondas gigantes.


DIRECTO DE CANAL CHILENO:

O sismo do Chile no NEIC

Os dados actuais do NEIC/USGS aqui ficam, enquanto não há mais novidades:

Earthquake Details

Magnitude8.8
Date-Time
Location35.846°S, 72.719°W
Depth35 km (21.7 miles) set by location program
RegionOFFSHORE MAULE, CHILE
Distances100 km (60 miles) NNW of Chillan, Chile
105 km (65 miles) WSW of Talca, Chile
115 km (70 miles) NNE of Concepcion, Chile
325 km (200 miles) SW of SANTIAGO, Chile
Location Uncertaintyhorizontal +/- 7.2 km (4.5 miles); depth fixed by location program
ParametersNST=255, Nph=255, Dmin=988 km, Rmss=1.12 sec, Gp= 36°,
M-type=teleseismic moment magnitude (Mw), Version=7
Source
  • USGS NEIC (WDCS-D)
Event IDus2010tfan


NOTA: localização no GoogleMaps, feita pelo NEIC:


View Larger Map

O sismo do Chile no Público - primeira notícia

Abalo provocou alerta de tsunami para vários países
Sismo ao largo da costa chilena com magnitude de 8,8 causa pelo menos seis mortos

Imagem divulgada pelo USGS que mostra a localização do abalo

Pelo menos seis pessoas morreram depois do violento tremor de terra que ocorreu esta manhã no Oceano Pacífico ao largo da costa do Chile e que registou uma magnitude de 8,8 na escala de Richter, de acordo com a última actualização feita pelo USGS (U.S. Geological Survey). Foi lançado um alerta de tsunami para as costas do Chile, Peru, Panamá, Costa Rica, Antárctida e Japão.

O mesmo serviço tinha anunciado em relatórios anteriores magnitudes de 8,3 e 8,5. O epicentro do abalo, registado às 03h34 locais (06h34 em Lisboa) e a uma profundidade de 35 quilómetros, localizou-se a 115 quilómetros a norte da cidade chilena de Conceição e a 325 quilómetros a sudoeste da capital, Santiago, refere o USGS.

O primeiro balanço foi dado pela Presidente Michelle Bachelet. A chefe de Estado teme que para além dos seis mortos já contabilizados o número de vítimas mortais possa vir a subir.

As linhas de telefone e energia eléctrica sofreram perturbações o que torna as comunicações mais difíceis para avaliar a proporção dos danos provocados pelo sismo.

Os canais de televisão locais avançam que houve danos no centro histórico de Santiago, a capital localizada a cerca de 325 quilómetros do epicentro. Muitas pessoas saíram para as ruas com medo dos efeitos do abalo. Algumas zonas da cidade ficaram totalmente às escuras.

Um sismo de magnitude superior a 8 na escala de Richter - que foi seguido de uma réplica de 6,2 - pode causar "enorme destruição", de acordo com o USGS. O abalo que destruiu a capital do Haiti, Port-au-Prince, a 12 de Janeiro, registou 7 na mesma escala.

O The Pacific Tsunami Warning Center gerou um alerta de tsunami que pode ter sido destrutivo ao longo da costa mais próxima do epicentro e que pode também ter atingido outras costas mais distantes.

O sismo do ano ocorreu esta noite no Chile

Dificilmente haverá este ano um sismo tão forte como o que ocorreu hoje no Chile às 03.34 horas locais (06.34 horas em Lisboa, que nesta altura tem o Tempo Universal Coordenado). O Anel de Fogo da Pacífico a mexer nos seus dois extremos - ontem a sul do Japão, hoje na mártir costa oeste da América do Sul - com uma brutalidade a que já não estávamos acostumados - 8,8 de magnitude e aviso de tsunami...

Os último sismos em território nacional

1. Sismos nos Açores


Houve um sismo sentido pelas populações, em 13.02.2010, pelas 23.40 horas (TU - menos uma hora no tempo local açoriano), com epicentro a SE da Terceira (Castromar - latitude 38,60º e longitude -27,27º), com magnitude 1,7 e intensidade II (em São Mateus - Terceira).

Outro sismo ocorreu em 02.02.2010, pelas 16.28 horas (TU), cujo epicentro foi no Canal Faial-Pico (latitude 38,59º e -28,56º), tendo o hipocentro a 12 km de profundidade, a magnitude de 2,7 e a intensidade II na Madalena (Pico).


2. Sismo em Portugal Continental


Mais recentemente houve um sismo sentido no Alentejo, em 22.02.2010, pelas 22.12 horas (TU e hora no continente), com epicentro a W de Viana do Alentejo (num ponto com latitude 38,29º e longitude -8,24º), tendo magnitude 2,7 e intensidade II (em Alcáçovas).

Fonte: Instituto de Meteorologia (IM)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Alerta vermelho em Portugal


Informa-se que se aproxima da Madeira e de Portugal continental uma depressão extra-tropical que deve ser acompanhada com muita atenção.


Assim, esta chegará amanhã a Portugal Continental e à Madeira, podendo o vento atingir rajadas superiores a 150km/h no litoral e terras altas, segundo o último comunicado do Instituto de Meteorologia. Haverá ainda forte precipitação e o mar terá vagas com altura significativa.

Podem acompanhar em pormenor a situação num fórum meteorológico que eu recomendo:

http://www.meteopt.com

Aproveite e envie por e-mail esta informação aos seus conhecidos para alertá-los para este evento perigoso.

E, já agora, alguns conselhos úteis para os temporais em que o vento é perigoso:

  • Evite viagens ou andar na rua
  • Evite árvores, postes e outras estruturas que possam ser derrubadas
  • Evite estaleiros de obras com gruas, chapas e outros objectos que podem ser arremessados
  • Salvaguarde objectos das suas propriedades de modo a não causarem danos a outros


Consulte obrigatoriamente os sites das entidades oficiais como o Instituto de Meteorologia e a Protecção Civil para se manter informado dos últimos avisos e alertas :

Instituto de Meteorologia: http://www.meteo.pt
Protecção Civil: http://www.proteccaocivil.pt/

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Cupid's day - músicas para celebrar a data



Namoro

Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
e com letra bonita eu disse ela tinha
um sorrir luminoso tão quente e gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista
nas acácias floridas espalhando diamantes
na fímbria do mar
e dando calor ao sumo das mangas

Sua pele macia era sumaúma
Sua pele macia, da cor do jambo,
cheirando a rosas sua pele macia
guardava as doçuras do corpo rijo
tão rijo e tão doce como o maboque
Seus seios, laranjas laranjas do Loje
seus dentes marfim
Mandei-lhe essa carta
e ela disse que não.

Mandei-lhe um cartão
que o amigo Maninho tipografou:
Por ti sofre o meu coração
Num canto "SIM",
noutro canto "NÃO"
E ela o canto do "NÃO" dobrou

Mandei-lhe um recado pela Zefa do Sete
pedindo, rogando de joelhos no chão
pela Senhora do Cabo, pela Santa Ifigénia,
me desse a ventura do seu namoro
E ela disse que não.

Levei à Avó Chica, quimbanda de fama
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço forte e seguro
que nela nascesse um amor como o meu
E o feitiço falhou.

Esperei-a de tarde, à porta da fabrica,
ofertei-lhe um colar e um anel e um broche,
paguei-lhe doces na calçada da Missão,
ficamos num banco do Largo da Estátua,
afaguei-lhe as mãos
falei-lhe de amor
e ela disse que não.

Andei barbudo, sujo e descalço,
como um mona-ngamba.
Procuraram por mim
-Não viu (ai não viu?) não viu Benjamim?
E perdido me deram no morro da Samba.

Para me distrair
levaram-me ao baile do Sô Januário
mas ela lá estava num canto a rir
contando o meu caso
às moças mais lindas do Bairro Operário.

Tocaram uma rumba dancei com ela
e num passo maluco voámos na sala
qual uma estrela riscando o céu!
E a malta gritou: Aí Benjamim !
Olhei-a nos olhos sorriu para mim
pedi-lhe um beijo
lá lá lá lá lá
lá lá lá lá lá
E ela disse que sim e ela disse que sim.



Namoro II

Ai se eu disser que as tremuras
Me dão nas pernas, e as loucuras
Fazem esquecer-me dos prantos
Pensar em juras

Ai se eu disser que foi feitiço
Que fez na saia dar ventania
Mostrar-me coisas tão belas
Ter fantasia
E sonhar com aquele encontro
Sonhar que não diz que não

Tem um jeito de senhora
E um olhar desmascarado
De céu negro ou céu estrelado, ou Sol
Daquele que a gente sabe.
O seu balanço gingado
Tem os mistérios do mar
E a certeza do caminho certo
que tem a estrela polar.

Não sei se faça convite
E se quebre a tradição
Ou se lhe mande uma carta
Como ouvi numa canção
Só sei que o calor aperta
E ainda não estamos no verão.

Quanto mais o tempo passa
Mais me afasto da razão
E ela insiste no passeio à tarde
Em tom de provocação
Até que num dia feriado
P´ra curtir a solidão
Fui consumir as tristezas
P´ró baile do Sr. João

Não sei se foi por magia
Ou seria maldição
Dei por mim rodopiando
Bem no meio do salão
Acabei num tal convite
Em jeito de confissão
E a resposta foi tão doce
Que a beijei com emoção
Só que a malta não gritou
Como ouvi numa canção

domingo, 31 de janeiro de 2010

Os dias que a NASA gostava de retirar do calendário

NASA: Tragédias da Apollo 1, Challenger e Columbia
Aventuras fatais no espaço

Tripulação do Columbia

Por três vezes o azar bateu à porta da NASA e sempre em finais de Janeiro, custando a vida a 17 astronautas, entre os quais quatro mulheres. A euforia do início da conquista espacial, num caso, a rotina dos voos, nos outros dois, foram apontados como os grandes culpados. Muita coisa foi entretanto reequacionada e a exploração espacial tomou novos rumos após estas tragédias.

O primeiro grande acidente da história espacial norte-americana ocorreu a 27 de Janeiro de 1967, quando a tripulação da Apollo 1 – Virgil Grissom, Ed White e Roger Chaffee – morreu num acidente do módulo de comando durante os testes de pré-lançamento. O que ocorreu de facto foi um curto-circuito no interior da cabina e ainda que a roupa espacial os tenha protegido do fogo, a inalação excessiva de fumo foi fatal.

Como resultado, toda a programação do projecto Apollo foi atrasada em 21 meses e cerca de 1300 alterações foram feitas.

Dezanove anos depois, a tragédia repetia-se, agora com outro tipo de transportadores espaciais – os vaivéns. A 28 de Janeiro de 1986, e 76 segundos após a descolagem no Cabo Canaveral, o vaivém Challenger explodia: a cerca de 14 mil metros de altitude, começaram a sair chamas de um dos foguetes, que se soltou e bateu contra um dos tanques de combustível externos.

Morreram sete astronautas, entre eles Judith Resnick, segunda mulher norte-americana a ir ao espaço, e Christa McAuliffe, escolhida entre 11 400 professores. O relatório final concluiu que uma junta circular que devia selar duas secções do foguete tornou-se quebradiça com o frio e rompeu-se.

O acidente provocou a paralisação dos voos durante 32 meses para fazer revisões que garantissem a segurança, mas 17 anos depois, um segundo vaivém, o Columbia, já no fim da sua missão de 16 dias, na reentrada da atmosfera terrestre, desintegrou-se nos céus do estado norte-americano do Texas, a 1 de Fevereiro de 2003, 16 minutos antes da aterragem, matando mais sete astronautas.

A perda do Columbia foi o resultado de um dano ocorrido durante o lançamento, quando um pedaço da espuma, do tamanho de uma pequena mala, bateu na asa esquerda da aeronave danificando o escudo de protecção térmica, que protege do calor gerado pelo choque com a atmosfera na reentrada.

O estrago permitiu que o ar extremamente aquecido penetrasse no interior da asa, enfraquecendo a sua estrutura e causando a desintegração do Columbia.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Notícia sobre risco sísmico no Público

Um sismo forte no Verão fará estragos significativos no Algarve
Por Teresa Firmino

Entre cinco e sete por cento dos edifícios sofreriam danos muito graves. Seriam milhares os desalojados e centenas as vítimas num abalo de 7,5 perto da costa


Num sismo com epicentro no Algarve, em terra, com os mesmos sete graus de magnitude registados no Haiti, quantos edifícios seriam afectados? Embora com incertezas, é possível ter um cenário. "Ficariam afectadas 40 a 50 por cento das unidades hospitalares, escolas, redes eléctricas e de abastecimento de água, entre outras", revelou ontem o coordenador científico de um estudo de risco de sismos e tsunamis no Algarve, Carlos Sousa Oliveira, do Instituto Superior Técnico, na apresentação do trabalho.

Em Portugal há alguns programas informáticos que calculam os danos nos prédios, o número de vítimas e as perdas económicas de um sismo. O mais recente é este do Algarve. A este tipo de programas os especialistas chamam simulador de cenários sísmicos. Neste caso, o simulador engloba todo um mundo de dados recolhidos no Estudo do Risco Sísmico e Tsunamis do Algarve, entre 2006 e 2009, coordenado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e que envolveu nove instituições científicas.

Estão lá as falhas geológicas que podem gerar sismos no Algarve (no mar e em terra); o catálogo dos sismos históricos; os vários tipos de solo e a forma como amplificam as ondas sísmicas; os tipos de construção dos edifícios residenciais; as escolas, os hospitais e centros de saúde; as diversas redes (rodoviária, ferroviária, eléctrica, abastecimento de água ou comunicações); ou o número de pessoas presentes.

Ontem, na Universidade do Algarve, o director nacional de Planeamento e Emergência da ANPC, José Oliveira, apresentou um exemplo do que o simulador pode fazer. Escolheu um hipotético sismo de magnitude 7,5 na escala de Richter (já elevada), com epicentro 68 quilómetros a sudoeste de Faro (já perto da costa), num dia 15 de Agosto, ao meio-dia. Portanto, no mês que é o pico da afluência de pessoas na região (população oscila entre 420 mil no Inverno e 1,5 milhões no Verão) e a uma hora com muita gente na praia.

Em cinco a dez minutos, o simulador faz os cálculos. Surgem depois no ecrã de um normal computador, localizado apenas na ANPC na zona de Lisboa e no seu Comando Distrital de Operações de Socorro em Faro, diversos mapas.

No hipotético sismo de 7,5, os mapas mostram onde se localizariam os danos humanos, que traduzem a incerteza destes métodos numa grande amplitude: mortos entre 33 e 1007; feridos entre 254 e 593; desalojados entre 8690 e 13.234. Ou os danos nos edifícios: totais (1,2 a 1,5 por cento), severos (4,5 a 6,1) e ligeiros (20,3 a 35,9). No mapa são ainda evidenciadas as zonas de edifícios sem danos, dos que ficariam com uso condicionado e dos inutilizáveis. Noutro mapa vêem-se os danos no fornecimento de energia.


O que inundaria um tsunami

Se este sismo não passou de exercício, o certo é que o simulador já foi posto à prova - na madrugada de 17 de Dezembro último, quando se registou em Portugal continental um abalo de magnitude seis, 100 quilómetros a sudoeste do Cabo de São Vicente.

Uma hora depois, a ANPC corria o novo simulador com a magnitude e o epicentro do sismo a sério. "Verificámos que não havia danos expectáveis no Algarve. Foi uma situação real que testámos, e bateu certíssimo", conta-nos Patrícia Pires, da ANPC.

Outro dos cenários incluídos no simulador do Algarve é o de um tsunami. A equipa de Miguel Miranda, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa, simulou as áreas afectadas por uma onda gigante provocada por um sismo de 8,3 de magnitude (com quatro possíveis origens no mar, tendo em conta as várias localizações sugeridas para o terramoto de 1755). "Fizemos cartas de inundação para um conjunto de sítios no Algarve. A inundação é significativa em muitas zonas, com cotas baixas", diz Miguel Miranda. "Aquelas onde há confluência entre os pequenos rios algarvios e o litoral são particularmente vulneráveis." Armação de Pêra é uma das piores zonas. Ontem, a apresentação de uma carta de inundação por um tsunami na zona de Quarteira e Vilamoura permitiu ter ideia de como o mar avançaria terra adentro.

Mas o cenário do sismo de 1755 não fez parte dos exemplos, embora conste no menu do simulador. "Num sismo como o de 1755 em Agosto, à tarde, o simulador dá-nos valores absolutamente impressionantes de mortos, feridos e danos. É qualquer coisa de muito grave. É uma situação calamitosa e o simulador mostra isso", diz-nos Carlos Sousa Oliveira. "Acima de determinados níveis, a resposta é muito difícil. Há o efeito de dominó: se não tivermos electricidade, não temos água, não podemos apagar incêndios..." A probabilidade de um sismo desses, acrescenta, é muito baixa.

Os números destas simulações é o tipo de informação que todos têm relutância em divulgar, sobretudo quando se trata de simular o sismo de 1755, um dos maiores de que há memória na Terra, com 8,5 a 9 de magnitude. Porquê? Não querem alarmar a população e as estimativas em relação às vítimas têm grande incerteza. "Temos muitas dúvidas nessas estimativas", frisa Alfredo Campos Costa, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que também participou na criação do simulador. "Há três modelos matemáticos de perdas de vidas humanas e esses modelos dão diferenças de duas ordens de grandeza. Se um dá dez, o outro dá mil", acrescenta este especialista em engenharia sísmica.

Estas estimativas são difíceis, pois é preciso introduzir muitas variáveis - por exemplo, o que mata não são os sismos, são os edifícios, e essa correlação é complexa. Também Patrícia Pires refere as limitações: "Não podemos tomar os números como verdade absoluta do que vai acontecer. Se o simulador diz 301 mortos, é uma aproximação."

Se as simulações têm estas limitações, para que servem? Dão uma ideia genérica do que pode ocorrer e, com essa informação, preparar planos de emergência e medidas de reforço anti-sísmico das construções. E logo após um sismo, como o de Dezembro, ajudam a traçar um primeiro retrato dos impactos e a decidir para onde enviar socorro. "Temos, quase em tempo real, a perspectiva geral do que pode ter ocorrido, o que apoia a decisão nas primeiras horas e orienta as equipas no terreno", diz Patrícia Pires.


in Público - ler notícia

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Curiosidade

A maior palavra da língua portuguesa, com 20 sílabas e 46 letras:

pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico

Refere-se ao estado de quem é contaminado por uma doença rara provocada por aspiração de cinzas vulcânicas (pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose).

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

XV Olimpíadas do Ambiente


A nossa Escola vai participar, no dia 14 de Janeiro, na 1ª eliminatória. Esta realiza-se na Sala Multiusos, entre as 14.30 e as 15.15 horas. Para saberes mais e te prepares, podes consultar:


NOTA: as inscrições terminaram hoje, mas os interessados ainda podem inscrever-se na segunda feira...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Galileu descobriu os satélites de Júpiter há 400 anos!

Post conjunto com o Blog AstroLeiria:

Faz hoje 400 anos que Galileu Galilei se lembrou de apontar a sua fraca luneta para Júpiter e descobrir 3 (mais tarde quatro...) pequenas estrelinhas próximas - tinha descoberto os satélites ditos de Galileu.



Para ajudar, coloquei em cima facsimile do registo original (em cima e em italiano) do grande cientista e ainda uma foto actual, feita por uma sonda espacial, dos quatro satélites por si descobertos (em baixo, da esquerda para a direita, respectivamente - Io, Europa, Ganimedes e Calisto):

Curiosamente, embora fosse Galileu o autor da descoberta, não foi ele quem lhes deu o nome - a escolha deve-se a um obscuro astrónomo alemão...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Flash mob da TAP e ANA




Uma imagem da Nebulosa de Orion

Post roubado ao Blog De Rerum Natura:

PORTUGUÊS VENCE CONCURSO MUNDIAL COM FOTOGRAFIA DE UM BERÇO DE ESTRELAS



Uma imagem da Nebulosa de Orion (ao lado), que está entre 1300 a 1500 anos-luz da Terra e é conhecida por ser uma zona próspera na criação de estrelas, valeu ao engenheiro electrotécnico Luís Miguel Santo, de 34 anos, o primeiro prémio do concurso mundial de astrofotografia das Galilean Nights, um dos projectos-chave do Ano Internacional da Astronomia.

A fotografia, captada em finais de Outubro na Atalaia (Montijo), venceu a competição Beyond Earth (Para além da Terra), que reuniu imagens do Universo captadas por todo o globo. Os participantes foram desafiados a obter imagens dos objectos astronómicos estudados por Galileu Galilei, o cientista que há 400 anos protagonizou as primeiras observações do céu realizadas através de um telescópio.

"O objecto que Galileu observou e que escolhi foi a nebulosa de Orion, também conhecida como o objecto de Messier 42 (M42) e que está enquadrada com outra nebulosa (NGC1977), denominada na gíria Running Man (olhando na zona azul, e com alguma imaginação, vemos um indivíduo a correr, tal como o nome em inglês sugere). Existe ainda uma zona de concentração de estrelas denominada trapézio, pela sua disposição, que foi objecto de estudo de Galileu", explica Luís Miguel Santo.

"A Nebulosa de Orion (zona avermelhada em baixo na fotografia), pertence à constelação de Orion, e é denominada uma nebulosa de emissão (nuvem de gás ionizado que emite luz de várias cores) dada a presença, entre outros, de enormes quantidades de hidrogénio, a principal matéria-prima das estrelas. É uma zona conhecida como profícua na criação de estrelas. A nebulosa NGC1977 é uma nebulosa de reflexão; nuvens de poeira que simplesmente reflectem a luz de uma ou mais estrelas vizinhas, e como tal apresenta uma coloração azulada", revela o astrónomo amador.

Luís Miguel Santo foi um dos numerosos entusiastas que participaram em Portugal nas Noites de Galileu, entre 22 a 24 de Outubro de 2009. No total, 18 cidades desenvolveram perto de 50 actividades muito espaciais, transformando, uma vez mais, o país num dos mais dinâmicos.

Para o engenheiro electrotécnico, o prémio foi uma cereja no topo do bolo uma vez que captar uma fotografia dos astros para além da Terra não é fácil requerendo uma árdua aprendizagem. "O ritual de preparação e obtenção de uma astrofotografia tem algo que se lhe diga. Começa por preparar de antemão os objectos a fotografar, bem como definir os principais parâmetros de exposição, enquadramento, e montar o equipamento... Uma sessão normal inicia-se pelas 22h e pode terminar quando a estrela mais perto da terra dá a volta", frisa.

Ao contrário da fotografia tradicional, cada imagem em astrofotografia é composta por vários fotogramas (podendo durar tipicamente até 15 minutos por fotograma), incluindo a cor que tipicamente é obtida através de filtros distintos para o vermelho, o verde e o azul. Posteriormente, toda a informação contida nos diferentes fotogramas (luz e cor) é alinhada e calibrada de forma a obter apenas uma imagem a cores de maior detalhe, explica Luís Miguel Santo.

"A Astronomia é para mim um desafio que reúne duas paixões: fotografia e ciência. A Astronomia... tem um pouco de filosofia e é um exemplo importante na eterna procura do conhecimento, em especial o de olhar o Universo, cada vez mais longe, para perceber algo bem próximo... a própria Humanidade e a sua história", sublinha.

A imagem está aqui.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Vulcanismo no rift africano e ecologia

Erupção no Congo perto de refúgio de gorilas de montanha
02.01.2010

Um vulcão entrou em erupção no Parque Natural de Virunga, no Congo, local onde se refugiam cerca de 200 dos últimos 720 gorilas de montanha do mundo.

Segundo Feller Lutahichirwa, director do parque citado pela Associated Press, o vulcão Nyamulagira terá começado a expelir lava durante esta madrugada.


A área afectada não tem praticamente quaisquer habitantes, mas a situação "causa grande preocupação", pelo que já foram enviados para o local alguns guardas florestais, que monitorizarão as correntes de lava. Segundo Lutahichirwa, na área afectada até ao momento não existirão muitos gorilas de montanha.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Observação do Eclipse

Post em estereofonia com o Blog AstroLeiria:


(Clicar para aumentar - fonte Espenak/NASA)

Para quem esteja em Leiria, pode vir ter connosco até à Travessa da Rua das Olhalvas, como referimos em post anterior, bastando um e-mail (fernando.oliveira.martins@gmail.com) ou telefonema (960 081 251), isto o tempo (e S. Pedro) o permitir...

Para os restantes, há a hipótese de irem olhando para o céu, a ver se vêem a Lua. Este astro nasce à hora do pôr do Sol (cerca das 17.15 horas) e o nosso satélite levanta-se do horizonte no momento em que entra na penumbra (uma sombra difusa, difícil de observar...). Às 18.52 horas a Lua entra na sombra (aquilo a que os astrónomos chamam de umbra...) e, se olharem para a parte de baixo da Lua (Polo Sul) vêem essa mesma sombra, durante uma hora e dois minutos (sai da umbra às 19.54 horas). No seu ponto máximo (19.23 horas) somente cerca de 8% da Lua estará debaixo da sombra da Terra. O final do eclipse é às 21.30 horas, mas, depois das 19.54 horas, não há nada para ver...

Lua azul

Post em estereofonia com o Blog AstroLeiria:

Hoje é dia de eclipse e de Lua azul! Esta última expressão refere-se ao facto de haver duas luas cheias nesse mês (pois, em Dezembro de 2009, houve Lua Cheia a 2 de Dezembro e há novamente a 31 de Dezembro...).

Recordemos este raro evento (ainda mais raro porque associado a um eclipse...) com uma curiosa música de Amália Rodrigues: